As propostas de estratégias de ensino, que apresentamos nos módulos II a V, procuram atender a algumas recomendações da literatura da investigação em Educação. Deste modo, desenvolvemos estratégias de ensino que:
- incluam a identificação do conhecimento prévio dos alunos (avaliação diagnóstica) e a sua ativação (Furtak et al., 2012; Marzano et al., 2000). Esta componente permitirá ao professor adaptar e adequar as propostas apresentadas às necessidades de aprendizagem dos seus alunos;
- estejam contextualizadas (Gaspar & Roldão, 2007), em particular em abordagens do tipo Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente (Bennett et al., 2007; Pedretti & Nazir, 2011). Neste âmbito, definimos um conjunto de situações-problema, no contexto das alterações climáticas, relevantes para a sociedade moderna, em particular para Portugal. Esta característica detém o potencial de despertar nos alunos uma maior motivação para a realização das atividades propostas;
- estejam centradas no aluno e envolvam a realização de pesquisa (Dupigny-Giroux, Toolin, Hogan, & Fortney, 2012; Harrington, 2008; Uherek & Schupbach, 2008);
- possuam caráter interdisciplinar (Collin, 2009; Drake, 2012; Nargund-Joshi & Liu, 2013), um aspeto pertinente, uma vez que os desafios associados às alterações climáticas requerem conhecimentos de diversas disciplinas (Química, Geologia, Geografia, Economia, etc.);
- incluam, sempre que possível, trabalho de grupo colaborativo (Furtak et al., 2012; Minner et al., 2010), o qual potencia o desenvolvimento de competências nesta área e permite um papel ativo do aluno na aprendizagem;
- recorram a questionamento intencional dos alunos (Johnson et al., 2012; Vieira & Vieira, 2005), de forma a revelar não só as suas ideias prévias, mas também a aprendizagem que está a ser realizada;
- incluam momentos de debate/discussão (Furtak et al., 2012; Vieira & Vieira, 2005), o que poderá potenciar o desenvolvimento da capacidade de argumentação e a vivência de uma forma de construção de conhecimento científico: a da negociação de significados;
- prevejam vários momentos de avaliação formativa (Furtak et al., 2012; Marzano et al., 2000).
Recomendamos, ainda, que os professores procurem implementar as nossas propostas de forma flexível e diferenciada (Gaspar & Roldão, 2007; Gould, 2012; Trindade et al., 2000), de modo a poderem adequar as atividades à realidade dos seus contextos escolares e às necessidades de aprendizagem específicas dos seus alunos. Assim, incentivamos a adaptação das nossas propostas e a partilha das mesmas.
De seguida, apresentamos uma proposta de estratégia de ensino de temas relacionados com as alterações climáticas, recorrendo à notícia escrita. Juntamos ainda os respetivos recursos didáticos em formato pdf e em formato editável.
Apresentamos também um documento em pdf com as referências bibliográficas referentes às propostas de estratégias.
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